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Polícia Federal apura elo entre bunker dos r$ 51 mi de Geddel e desvio na Caixa

Uberaba, 14 de favereiro de 2018

A Polícia Federal investiga, no âmbito da Operação Tesouro Perdido, o elo entre o bunker dos R$ 51 milhões atribuídos aos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima e supostos esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal. Os investigadores apreenderam atas da instituição na casa da mãe do ex-ministro de acordo com relatório que o Estado teve acesso. O documento mostra que a Caixa liberou R$ 5,8 bilhões em créditos a empresas investigadas. Do total, R$ 4,4 bilhões foram destinados a empresas da holding J&F. A mãe do ex-ministro, Marluce Quadros Vieira Lima, também é uma das denunciadas na investigação.

A denúncia foi feita em dezembro de 2017 pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no âmbito da Tesouro Perdido. Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima e o empresário Luiz Fernando Machado Costa Filho são acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Deles, a Procuradoria cobra R$ 51 milhões. A PF ainda investiga a origem do dinheiro. Um dos caminhos apontados pelos investigadores é o doleiro Lúcio Funaro, que revelou ter levado malas de dinheiro ao emedebista em voos a Salvador, que totalizaram R$ 20 milhões.

De acordo com as investigações, Funaro reconheceu entre os R$ 51 milhões, maços de dinheiro de um banco ligado à J&F. "Lúcio Funaro informou que os valores envoltos em ligas, com um pedaço de papel onde havia impresso o valor constante do maço de dinheiro, era exatamente como retirava o dinheiro dos seus doleiros e repassava para Geddel", afirmou a PF no relatório.

Funaro reconheceu ainda ter operado propinas a emedebistas relativos a negócios da Caixa Econômica. Para a PF, Geddel agia na instituição financeira "para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para os outros membros da organização criminosa que integrava".

Atas
Para a Polícia Federal, as atas da Caixa apreendidas na casa da mãe de Geddel apresentam "informações relevantes à investigação" sobre o bunker em Salvador.

O relatório, assinado pelo agente Arnold Mascarenhas, destaca que foi feita uma análise sobre os documentos que levou em consideração investigações anteriores contra o emedebista. "Apesar de ocupar o cargo de vice-presidente de Pessoas Jurídicas da CEF entre abril de 2011 e agosto de 2013, o ex-ministro catalogou também as Atas em que foram aprovadas operações com as empresas investigadas nos anos que sucederam a sua gestão", concluiu.

Em uma das pastas encontradas, há na capa a anotação: "Para a defesa". Os agentes dizem entender que, apesar de encontrada na casa de Marluce, é "nítido" que os documentos são de Geddel.'

A PF destaca ainda que "dentre empréstimos, repactuações, e substituição de garantias, o valor global dos valores constantes nas atas encontradas" somam o montante de os valores de repasses montante de R$ 28,7 bilhões.

Beneficiada
O relatório identifica que a maior beneficiada entre as empresas encontradas nas atas apreendidas foi a empresa J&F Investimentos. "Lembrando que este foi tão somente o valor aprovado no período em que Geddel Vieira Lima ocupava o cargo de vice-presidente".

Os investigadores ressaltam que, em diversas reuniões, Geddel estava presente ao lado de outros investigados por desvios na Caixa, como o delator Fábio Cleto, o ex-vice Marcos Roberto Vasconcelos, e o ex-diretor do Fundo de Pensão da Caixa, Carlos Augusto Borges.

Procurado, o advogado da família Vieira Lima, Gamil Föppel, não se manifestou.

A J&F informou que não irá se manifestar.

"A Caixa informa que está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com os trabalhos, procedimento que continuará sendo adotado pelo banco".

Fonte: Broadcast (Agência Estado)

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