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Urnas eletrônicas serão auditadas uma hora antes do início da votação em 2018

Uberaba, 14 de favereiro de 2018

Com o objetivo de dar ainda mais transparência ao processo de votação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, decidiu que as urnas eletrônicas poderão ser auditadas uma hora antes do início da votação nas Eleições 2018. A medida permitirá que algumas instituições e partidos políticos interessados participem de uma inspeção de rotina nos equipamentos antes do início do pleito.

As urnas que passarão pela auditoria serão definidas por amostragem e escolhidas aleatoriamente. As regras para essa nova auditoria, contudo, serão publicadas em resolução do TSE, ainda a ser aprovada até o dia 5 de março deste ano pelo Plenário da Corte Eleitoral. A inspeção será acompanhada por partidos políticos, coligações, pela OAB, pelo Ministério Público, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, pela Controladoria-Geral da União, pelo Departamento de Polícia Federal, pela Sociedade Brasileira de Computação, pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, por departamentos de Tecnologia da Informação de universidades e pela sociedade civil organizada.

Com a auditoria será possível constatar a integridade de cada programa que está inserido na urna eletrônica por meio da verificação de seus resumos digitais. Tecnicamente, a verificação visa a apontar se houve alguma alteração nos programas. De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação (STI) do TSE, Giuseppe Janino, esse resumo digital é uma espécie de dígito verificador de cada programa.

Por isso, se houver qualquer mudança em seu conteúdo, o dígito verificador – criado no momento em que as urnas são lacradas – não será o mesmo, significando que o programa sofreu adulteração. Dessa forma, havendo qualquer diferença nos dígitos verificadores, a urna não será destinada à votação, como forma de dar mais segurança ao próprio processo eleitoral.

Para a auditoria, poderá ser utilizado o software de cálculo dos dígitos verificadores desenvolvido pela Justiça Eleitoral ou sistema semelhante criado pelas próprias instituições participantes, desde que atenda aos requisitos estabelecidos pelo TSE. Depois de rompidos os lacres físicos da urna, será preciso introduzir uma mídia e rodar o programa. Todo o processo ainda será definido, mas a ideia é de que as urnas submetidas à auditoria sejam lacradas novamente e prossigam para a votação normalmente.
 

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